As fabulas do intrépido, capítulo 7 - parte 4


— Uol! Eles são bastante ágeis, não acham? — Proferiu Connor, forçando uma leve risada, porém esta de fato, sumira em um átimo de segundo do rosto do rapaz. A gangue dos sem-alma, escancaram sua boca de forma rápida. Da boca dos seres maculados, saia um grande número de insetos. Em poucos segundos, uma nuvem de pragas lotara todo o âmbito.

— De quanto inseticida iremos precisar?

Em meio à massa viva, ouvira-se uma risada aguda. Era nítida a diversão que os jovens estavam propiciando para a ceifeira.

— Um descuido, por mais breve que seja, pode decidir a batalha. — A voz de Alphonse se projetara ao seu lado. “Mas como ele pode ter se locomovido tão rápido neste mar de insetos?” Como se estivesse lendo seus pensamentos, o púbere logo respondeu:

— Uma de minhas habilidades, é manipular a mente das pessoas. No momento em que Connor me tirara de sua mira, eu consegui penetrar na sua mente, fazendo então você pensar que nós estávamos parados do lado oposto da sala, quando na verdade nos esgueiramos, até chegar a este ponto. Sentiu algo agarrar-lhe por trás. Os braços de Sazael a prendiam. Alphonse, segurava firmemente a foice de Lauren, tentando retirá-la. Após alguns instantes de repressão da mulher, Al finalmente conseguira arrancar-lhe a foice. “Preciso ser rápido” Sentiu uma súbita fraqueza inundar-lhe o corpo, veio súbita e ferozmente. “Somente o escolhido pode reger a foice” Levantou com grande esforço a arma, cortando o ar com a mesma. Após o término do movimento, um forte vendaval, colidiu-se abruptamente contra os insetos e contra os quatro zumbis. Todo o âmbito, fora tomado por sangue de inseto, dos mortos vivos e por uma gosma verde, que era ácida. Soltou a foice, ajoelhando-se no chão, para poder recuperar suas forças mais rápido, — apesar de saber que não iria adiantar muito. Sua visão estava um tanto que trêmula, alias a foice tomara grande parte de sua força vital. Fechara seus olhos, focalizando-se o máximo possível; estava aos poucos voltando ao normal. De forma rápida, a mulher se desvencilhou dos braços de Sazael, realizando um salto, pegando sua foice. Connor tentara atacar, mas desta vez o cabo da arma golpeara-lhe as canelas, o fazendo decair. Cada vez mais Lauren aproximava-se de si. Um sorriso estava estampado em seu rosto.

—Seu amiguinho mexe com a mente, não? Bem, eu mexo com o medo...

Por um momento, Connor vira a paisagem a sua volto mudar. Tudo estava escuro. Por alguma razão, sabia que estava sozinho. Ao fundo se via uma tênue luz. Agora sabia aonde estava! Estava naquele momento, sendo um espectador do pior dia de toda sua vida, o dia que até hoje lhe rende pesadelos catastróficos.